sexta-feira, 2 de setembro de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
A ÉTICA NA HISTÓRIA ( TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL )
CENTRO EDUCACIONAL 06 – GAMA/DF
PROFº : DENYS F. DA COSTA
DISCIPLINA : FILOSOFIA
A ÉTICA NA HISTÓRIA
Vejamos
de forma resumida, algumas das reflexões éticas que marcaram os grandes
períodos históricos. Para isso, retomarem os aspectos do pensamento de algumas
filósofos estudados anteriormente. Daremos destaque as concepções de
Aristóteles , na Antiguidade, santo Agostinho , na Idade Média, Immanuel Kant ,
na idade Moderna..
·
ANTIGUIDADE
: ÉTICA GREGA
A preocupação
com os problemas éticos teve início de forma mais sistematizada na época de
Sócrates , filosofo também conheço como “ o pai da moral”. Vejamos o que disseram os principais filósofo gregos
desse período sobre essa questão.
Os sofistas afirmavam que não existem
normas e verdades universalmente
válidas. Tinham portanto uma concepção ética relativistas ou
subjetivista.
Ao contrario dos sofistas, Sócrates
sustentou a existência de um saber universalmente válido, que decorre do
conhecimento da essência humana, a partir da qual se pode conceber a
fundamentação de uma moral universal. E o ser humano é essencialmente razão. E é na razão , portanto , que devem ser
fundamentadas as normas e costumes morais. Por isso , dizemos que a ética
socrática é racionalista. O indivíduo que age conforme a razão age
corretamente.
Platão desenvolveu o racionalismo ético iniciado por Sócrates,
aprofundando a diferença entre corpo e alma. Argumentava que o corpo, por ser a
sede de desejos e paixões, muitas vezes desvia o indivíduo de seu caminho para
o bem. Assim, defendeu a necessidade de uma depuração do mundo material para
alcançar a ideia de bem. Segundo Platão, o ser humano não consegue caminhar em
busca da perfeição agindo sozinho. Necessita, portanto, da sociedade, da pólis.
No plano ético, o indivíduo bom é também o bom cidadão.
Depois do período clássico grego, o estoicismo desenvolveu uma ética
baseada na procura da paz interior e no autocontrole individual, fora dos
contornos da vida política. Assim, o princípio da ética estoica é a apatia
[apathe/a). atitude de entendimento de tudo o que acontece, e o amor ao destino
[amor [até), porque tudo faria parte de um plano superior guiado por uma razão
universal que a tudo abrangeria. Desse modo atingia-se a ataraxia, ou
imperturbabilidade da alma.
A ética do epicurismo, de forma semelhante, defendia a atitude de
desvio da dor e procura do prazer espiritual, do autodomínio e a paz de
espírito [ataraxia].
• Ética do equilíbrio
Aristóteles também desenvolveu uma reflexão ética racionalista, mas sem
o dualismo corpo-alma platônico. Procurou construir uma ética mais realista,
mais próxima do indivíduo concreto. Para tanto, perguntou-se sobre o fim último
do ser humano. Para o que tendemos? E respondeu: para a felicidade. Todos nós
buscamos a felicidade.
E o que entende Aristóteles por felicidade? Para o filósofo, a
felicidade não se confunde com o simples prazer, o prazer das sensações ou o
prazer proporcionado pela riqueza e pelo conforto material. A felicidade última
e maior se encontraria na vida teórica, que promove o que há de mais
essencialmente humano: a razão.
O individuo que se desenvolve no plano teórico, contemplativo, pode
compreender a essência da felicidade e,
de forma consciente, guiar sua conduta.
Mas isso, no contexto histórico da Grécia antiga , seria privilégio de uma minoria . Segundo o filosofo, a pessoa
comum, aquela que não pode se dedicar à atividade teórica, aprenderia a agir
corretamente pelo hábito, isto é, por meio da prática constante e reiterada de
ações.
Assim, agir corretamente seria praticar as virtudes. E o que seria a
virtude? Em sue obra Ética a Nicômaco, Aristóteles explica:
A excelência moral/virtude moral! então, é uma disposição da alma
relacionada com a escolha de ações e emoções, disposição esta consistente num
meio-termo determinado pela razão. Trata-se de um estado intermediário, porque
nas várias formas de deficiência moral há falta ou excesso do que é conveniente
tanto nas emoções quanto nas ações, enquanto a excelência moral encontra e
prefere o meio-termo. (p. 421 )
A coragem, por exemplo, seria uma virtude situada entre a covardia (a
deficiência) e a temeridade [o excesso. Assim, o filósofo propôs uma ética do
meio-termo, na qual a virtude consistiria em procurar o ponto de equilíbrio
entre o excesso e a deficiência.
Mas observe que esse ponto de equilíbrio não é fixo, isto é, não pode
ser estabelecido de antemão, pois varia de acordo com a circunstância ou
ocasião [onde, quando, quanto, com quem, com o quê, como etc). Por exemplo: não
é exatamente coragem reagir em um assalto a mão armada. Ou seja, não é esse
tipo de atitude que garante a excelência moral de uma pessoa. Como explicou
Aristóteles:
[.1 tanto o medo como a confiança, o apetite, a ira, a compaixão e em
geral o prazer e a dor, podem ser sentidos em excesso ou em grau insuficiente;
e, num caso como no outro, isso é um mal. Mas senti-los na ocasião apropriada,
com referência aos objetos apropriados, para com as pessoas apropriadas, pelo
motivo e da maneira conveniente, nisso consistem o meio-termo e a excelência
característicos da virtude. [Etica a Nícomaco, p. 273.]
Também é importante notar que, tanto em Platão como em Aristóteles, a
ética estava vinculada à vida política. Aristóteles refere-se mesmo à política
corro um meio da ética, pois sendo o ser humano, por natureza, um ser
sociopolítico, necessitaria da vida em comum para alcançara felicidade como
plenitude de seu bem-estar.
·
IDADE
MÉDIA : ÉTICA CRISTÃ
O que
diferencia radicalmente a ética cristã da ética Grega são dois pontos;
·
O abandono da visão mundana a ética cristã deixa
de lado a ideia de que o fim último da vida humana está neste mundo. Com isso ,
centrou a busca da perfeição moral no a amor a Deus;
·
Emergência da subjetividade – acentuado a
tendência já esboçada na filosofia de estico ponto de vista estritamente
pessoal, como uma relação entre cada indivíduo e deus, isolando-o de sua
condição social e atribuindo à subjetividade
uma importância até então desconhecida.
Os filósofos medievais herdaram alguns elementos da
tradição filosófica grega, reconfigurando-se
no interior de uma ética cristã. Santo Tomás de Aquino( século XIII) por
exemplo, recuperou da ética aristotélica a ideia de felicidade com fim último
do ser humano, mas cristianizou essa noção ao identificar Deus como a fonte
dessa felicidade.
·
ETICA DO LIVRE ARBÍTRIO.
Santo
Agostinho (354 – 430) transformou a ideia de depuração da alma da filosofia de
Platão na ideia da necessidade de elevação ascética para compreender os desígnios
de Deus. Também a ideia da imortalidade da alma , presente em Platão, foi retrabalhada pelo filosofo sob
a perspectiva cristã.
Mas a ética agostiniana destaca-se por
outro conceito. Ao tentar explicar como
pode existir o mal se tudo vem de Deus , e Deus é bondade infinita, Santo
Agostinho introduziu a ideia de
liberdade como libre –arbítrio, isto é a
noção de que cada individuo tem a possibilidade de escolher como agir, de
acordo com sua própria vontade. Portanto pode optar livremente por aproximar
–se de Deus ou por afastar-se Dele. O afastamento de Deus seria o mal, de acordo com o filósofo .
Isso significa que , com a noção de
livre – arbítrio de escolha individual, Agostinho acentuou o papel da
subjetividade humana nas coisas do mundo. O livre- Arbítrio seria o meio pelo
qual o ser humano exerce sua liberdade, que consiste em escolher entre o bem
e o mal. De outro lado, esse conceito esvaziou a noção grega de
liberdade com possibilidade de realização plena do indivíduos em seu meio
social. Em outras palavras, diminuiu a importância da dimensão social da
liberdade, e esta passou a ter um caráter
mais pessoal , subjetivo individualista.
·
IDADE
MODERNA : ÉTICA ANTROPOCÊNTRICA
Com o final da
Idade Média , marcado pelo renascimento, o ser humano torna-se novamente o
centro de interesse por meio do humanismo. No terreno da reflexão ética , esse
fato orientou uma nova concepção moral, centrada na autonomia humana.
No Iluminismo, essa orientação fica mais
evidente , pois os filósofos passam a defender a ideia de que a moral deve ser
fundamentada não mais em valores religiosos, e sim naqueles oriundos da
compreensão do que é a natureza humana.
A concepção
mais expressiva do período moderno a
respeito da natureza humana é a de uma natureza racional, que encontra em kant
sua formulação mais bem acabada.
·
Ética do dever
Em seus textos
Crítica da razão prática e fundamentação da metafísica dos costumes, o filósofo
alemão Emanuel kant (1724 – 1804), aponta
a razão humana como uma razão legisladora, capaz de elaborar normas
universais , uma vez que constitui um predicado universal dos seres
humanos , isto é, uma capacidade comum a todos. As normas morais teriam , portanto sua origem na razão.
Embora , em Kant ,
as normas morais devam ser obedecidas como deveres , a noção Kantiana de dever confunde-se com a própria noção de
Liberdade. Isso ocorre porque, em seu pensamento, o indivíduo que obedece a uma
norma moral atende à liberdade da razão, ou seja, aquilo que a razão, no uso de
sua liberdade, determinou como correto. Dessa forma, a sujeição à norma moral é
o reconhecimento de sua legalidade, conferida pelos próprios indivíduos
racionais.
Kant reforça
essa ideia ao dizer que um ato só pode ser considerado moral quando praticado
de forma autônoma; consciente e por dever. Com isso, acentua, o reconhecimento
do dever como uma expressáp’ca’ racionalidade humana, única fonte legítima da
moralidade. A clareza dessa ideia é assim expressa pelo filósofo:
Age apenas
segundo uma máxima [um princípio] tal que possas ao mesmo tempo querer que ela
se torne lei universal. [Fundamentação da metafísica dos costumes, p. 59.]
Essa exigência
é denominada por Kant de imperativo categórico, ou seja, é uma determinação
imperativa, que deve ser observada sempre, em toda e qualquer decisão ou ato
moral que venhamos a praticar Em outras palavras, o filósofo quer dizer que
nossa ação deve ser tal que possa ser universalizada, ou seja, realizada por
todos os outros indivíduos sem prejuízo para a humanidade. Se não puder ser
universalizada, não será moralmente correta e só acontecerá como exceção, nunca
como regra. Vejamos como Kant se expressa a esse respeito:
Se prestarmos
atenção ao que se passa em nós mesmos sempre que transgredimos qualquer dever,
descobriremos que na realidade não queremos que a nossa máxima se torne lei
universal, porque isso nos é impossível; b contrário dela é que deve
universalmente continuar a ser lei; nós tomamos apenas a liberdade de abrir
nela uma exceção para nós. [Fundamentação da metafísica dos costumes, p. 631
E por que
realizamos atos contrários ao dever e, portanto, contrários à razão? Kant dirá
que é porque nossa vontade é também afetada pelas inclinações
— que são os
desejos, as paixões, os medos —, e não apenas pela razão. Por isso ele afirma
que devemos educar a vontade para alcançar a boa vontade, que seria aquela
guiada unicamente pela razão.
Em resumo, a
ética kantiana é uma ética formal ou formalista, pois postula o dever como
norma universal, sem se preocupar com a condição individual, em que cada um se
encontra diante desse dever Em outras palavras, Kant nos dá a forma geral da
ação moralmente correta (o imperativo categórico], mas não diz nada acerca de
seu conteúdo, não diz o que devemos fazer em cada situação concreta.
·
IDADE
CONTEMPORÂNEA: ÉTICA DO INDIVÍDUO CONCRETO.
A REFLEXÃO
ÉTICA NA Idade Contemporânea ( século
XIX e XX )desdobrou-se em uma série de concepções distintas acerca
do que seja a moral e sua fundamentação. Seu
ponto comum é a recusa de uma fundamentação exterior transcendental para a moralidade, centrando
no individuo concreto a origem dos valores
e das normas morais.
Um dos primeiros
passos na formulação de uma ética do indivíduo
concreto foi dado por Hegel, em sua crítica ao formalismo de Kant.
·
FUNDAMENTAÇÃO HISTÓRICO –SOCIAL
Como diversos
autores contemporâneos , o filósofo alemão Friedrich Hegel (1770 – 1831 ) questionou
o formalismo da ética . Para ele, ao não levar
em consideração a história e a relação do indivíduo com a sociedade , a
ética de Kant não apreende o conflitos
reais existentes na decisões morais.
Kant teria considerado a moral apenas como uma questão pessoal , íntima e subjetiva , na qual o sujeito deve se decidir entre suas inclinações (desejos, medos, etc.)
e sua razão.
De
acordo com Hegel , portanto , a moralidade assume conteúdos diferenciados
ao longo da história das sociedades, e a vontade individual seria apenas um dos elementos da
vida ética de uma sociedade em seu
conjunto. A moral seria o resultado da relação entre o indivíduo e o conjunto social. E em cada
momento histórico a moral se manifestaria tanto nos códigos normativos como
implicitamente, na cultura e nas
instituições sociais. Desse modo, Hegel vinculou a ética à história e a sociedade.
Texto extraído do livro : FUNDAMENTO DE
FILOSOFIA
COTRIM, Gilberto e Mirna Fernandes
Ed. SARAIVA
sexta-feira, 1 de abril de 2016
TEXTO BASE PARA 1º AVALIAÇÃO DO BIMESTRE 3º SÉRIE( TESTE ORAL) - CRÍTICA DAS IDEOLOGIAS E DO SENSO COMUM “
CENTRO EDUCACIOANL 06 – GAMA /DF
PROF: DENYS F. DA COSTA
DISCIPLINA : FILOSOFIA
TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL DO BIMESTRE
“CRÍTICA DAS IDEOLOGIAS
E DO SENSO COMUM “
Seguramente,
você já ouviu ou pronunciou, várias vezes, expressões como: “Deus ajuda a quem
cedo madruga”; “filho de peixe, peixinho é”; “todo político é corrupto”. E você
já se perguntou sobre o fundamento dessas ou outras expressões? Quando a nossa
atitude traz a dúvida, a interrogação, a problematização, está nascendo a
dimensão filosófica em nossa razão, que é essencialmente crítica. Trata-se da
percepção e da crítica dos pressupostos subjacentes às afirmativas e aos discursos.
Assim, o filosofar é uma constante busca pela razão de ser e pelo sentido de
cada afirmativa.
A reflexão
filosófica é filha do tempo. Assim, os conceitos são historicamente
construídos. Nas muitas tradições ou nas diversas escolas filosóficas que
existem em nossa civilização, há muitos conceitos abordados que, ao serem confrontados,
aparecem antagônicos. Assim, um mesmo conceito poderá ser abordado de forma bem
distinta entre os diferentes pesadores. Alguns filósofos chegam a absolutizar
um conceito, outros, ao contrário, exaltam a dimensão positiva desse conceito.
Um exemplo disso vemos, aqui, no conceito de ideologia.
Historicamente,
diferentes sentidos foram atribuídos à ideologia. Originariamente, em conformidade
com o criador do termo, o filósofo francês Antoine Destutt de Tracy (1796-1836),
significava a ciência das ideias que sustentavam a vida social. Nesse sentido,
o objetivo dessa ciência, chamada ideologia, seria o de estudar a origem e o
desenvolvimento de nossas ideias.
Contudo, não
demorou muito para que os intelectuais e revolucionários alemães Karl Marx (1818-1883)
e Friedrich Engels (1829-1885) atribuíssem à ideologia um sentido ,pejorativo,
o sentido negativo de ilusão, de consciência deformada ou invertida da
realidade, produzida pela classe dominante. Nessa visão, a ideologia é
instrumento da classe hegemônica para mascarar a realidade, para impedir nos
dominados a consciência da dominação, da opressão. E o mais grave é que a
ideologia consegue fazer com que o oprimido coloque a culpa em si mesmo e não
perceba a relação dialética entre o empobrecido e o enriquecido. Dessa forma, a
ideologia realiza uma inversão da vida real.
A consciência jamais pode ser outra coisa do que o ser consciente, e o
ser dos homens é o seu processo de vida real. E, se, em toda a ideologia, os
homens e suas relações aparecem invertidos numa câmara escura, tal fenômeno decorre de
seu processo histórico de vida, do mesmo modo por que a inversão dos objetos
na retina decorre de seu processo de vida diretamente físico[. ..} Totalmente
ao contrário do que ocorre na Filosofia alemã, que desce do céu à terra, aqui
se ascende da terra ao céu. Ou, em outras palavras: não se parte daquilo que
os homens dizem, imaginam, ou representam, e tampouco dos homens pensados,
imaginados e representados para, a partir daí, chegar aos homens de carne e
osso; parte-se dos homens realmente ativos [...].
MARX, Kar]; ENGELS, Friedrich. A Ideologia alemã. Trad. José Gados
I3runi; Marco Aurélio Nogueira. São Pardo:
l-Iucitec, 1989. p. 37. (Fragmento)
|
DESVELANDO IDEOLOGIAS E ALIENAÇÕES
Segundo
Marx, a ideologia é sempre um mascaramento da realidade, uma forma de pensar
que não é expressão da realidade vivida pelos homens, mas tentativa de
universalizar um jeito específico de pensamento, tentativa de universalizar
interesses particulares.
Com a criação e a universalização de uma
concepção particular; a ideologia opera uma inversão da realidade, fazendo algo
ou aparecer ou parecer ser, que em realidade não é. Por exemplo, quando alguém
diz: “O cara é pobre porque é preguiçoso.”, essa afirmativa é uma ideia ou uma
ideologia? Urna ideia que expressa a realidade, verificada na prática, ou uma
ideologia, algo criado, na mente de grupos particulares, para determinar uma
forma específica de pensar?
Para Marx, a
função principal da ideologia é proceder a uma inversão da realidade, fazer com
que a realidade apareça de uma determinada forma, conveniente a um grupo
específico e dominante. Portanto, a ideologia, em Marx, tem a função de não
permitir a percepção da alienação, alienando a consciência, impedindo a revolta
contra a dominação. Sem precisar recorrer à violência física, a ideologia
mantém a “unidade” e a “coesão” da sociedade, escondendo as distorções,
mascarando as desigualdades sociais e ocultando a exploração. Assim, podemos
dizer que a ideologia é instrumento de alienação da mente do oprimido,
fazendo-o pensar e agir da maneira que convém à classe dominante. Essa
consciência invertida da realidade é massificação, falta de pensamento
autônomo, porque vê o que a ideologia quer que seja. Assim, a ideologia camufla
a divisão existente dentro da sociedade, apresentando-a como una e harmônica,
como se todos partilhassem dos mesmos objetivos e ideais.
Generalizar ou universalizar interesses
particulares é a grande estratégia da ideologia. Ela orienta e legitima as
ações de determinados grupos na história. A realidade nos aparece invertida
pela ótica da ideologia. Diante de determinadas realidades injustas e absurdas
(sem sentido), ouve-se repetidamente: “Deus quer assim”; “o carma que eu
preciso carregar”; “A situação está negra”; “Do pau que nasce torto até a cinza
é torta”, “Querer é poder”. Ou, ainda, “Os pobres não enriquecem, porque não se esforçam”, ou “Esta criança não
aprende porque não é inteligente”. Na verdade, a causa real de os pobres não
enriquecerem ou de a fome continuar não está na possível preguiça individual,
mas no modelo de desenvolvimento e de sociedade.
Ao impor a sua
visão de mundo como “a realidade”, a classe dominante também é influenciada
por sua própria ideologia. Ao universalizar a particularidade de sua posição
social, ela estabelece como “natural” a sua dominação, a tal ponto que a “ordem
estabelecida” não lhe pareça ideológica, e sim justa e natural.
Dessa forma, a
ideologia aliena as mentes, tornando-as reféns de um pensar que lhes é
estranho, externo. E justamente isso que significa o termo alienação, tornar-se
alheio, pertencer a outro, perder a autonomia. Por isso, é correto afirmar que
a ideologia, em conformidade com o pensamento de K. Marx, gera a alienação,
impedindo a formação de uma consciência crítica da realidade, mascarando,
ocultando a opressão e a injustiça social. -
Nesse contexto
de universalização de uma única forma de pensar, de formatação das mentes para
não enxergarem a realidade, a postura filosófica se mostra na pergunta: “será?”.
Aqui, a Filosofia deve exercer o seu papel de crítica das ideologias. E preciso
diferenciar e não confundir uma realidade natural com uma realidade normal. É normal, portanto,
cultural, vermos entre nós pobreza e miséria, mas não é natural a pobreza e a
miséria, uma vez que são criação humana. Fazer essas distinções se torna
fundamental para mudar a nossa postura diante da vida.
Em suma,
positivamente, a ideologia exerce a função de articuladora do grupo social,
tornando a sociedade unida em torno de crenças comuns que fazem justamente a
força das tradições. No sentido negativo, a unidade é falsa, pois esconde a
divisão injusta, os preconceitos, as unilateralidades da sociedade para manter
a dominação. Nesse sentido, a ideologia torna-se um poderoso instrumento de
dominação por homogeneizar as diferenças individuais, regionais ou culturais e
as desigualdades entre as classes sociais. A ideologia anestesia as
consciências sociais em proveito das classes hegemônicas.
Essa ideologia
é veiculada das mais diversas maneiras: pelos meios de comunicação de massa, família, escola, igreja, Exército,
empresas, etc. É preciso perceber que não há neutralidade. Sempre há interesses
em jogo. É preciso discernir se o que está em jogo é o bem comum ou interesses
particulares.
Corno
resultado da ação das ideologias, temos o senso comum, no qual encontramos um
modo de pensar ingênuo e acrítico, permeado pela ideologia que impede a visão
autônoma, gerando uma mentalidade preconceituosa, já que é irrefletida.
Considerando o
tema da ideologia em sua relação com a produção da alienação, a Filosofia se
realiza como saber desperto, crítico, atento às sutilezas, hábil no diagnóstico
de distorções presentes nos discursos e das contradições presentes na sociedade.
Texto extraído do livro FILOSOFIA POR UMA
INTELIGÊNCIA DA COMPLEXIDADE
MEIER, Celito
TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL DO BIMESTRE - O RACIONALISMO DE RENÉ DESCARTES
CENTRO EDUCACIOANL 06 – GAMA /DF
PROF: DENYS F. DA COSTA
DISCIPLINA : FILOSOFIA
TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL DO BIMESTRE
O RACIONALISMO DE RENÉ DESCARTES
René Descartes
(1596-1650) é considerado o pai da Filosofia moderna. Em suas obras Discursos
do Método e Meditações metafísicas aborda o problema do conhecimento.
Com Descartes,
o racionalismo moderno retoma a metodologia empregada pelo racionalismo
socrático-platônico, isto é, abordando o mundo sensível, buscando superar as
opiniões contrárias e ilusórias em direção à verdade. Assim, o exame do erro,
dos nossos preconceitos, suas causas e formas receberão especial atenção.
Para tanto,
criticando o modelo de ciência medieval, superando a concepção escolástica de
inspiração aristotélica, o projeto filosófico de Descartes consiste na defesa
de um novo modelo de ciência, um novo método, seguindo os passos de Copérnico,
Kepler e Galileu.
Em linhas
gerais, podemos dizer que o programa da Filosofia de Descartes consiste em
estabelecer e desenvolver o uso disciplinado da razão livre e autônoma, na
busca da verdade do real.
Partindo da
racionalidade como atributo humano fundamental, Descartes vincula o erro ao
sensível, às percepções e suas linguagens. Para o racionalismo, a percepção
sensível é confusa e é fonte de erros, de obscuridade e visões provisórias e
particulares. Ora, a consciência dos
erros originados das sensações faz Descartes buscar um método que lhe
possibilite chegar a verdades indubitáveis, que resistam a qualquer duvida.
Descartes tem
por objetivo, inicialmente, chegar a uma primeira verdade que não possa ser
posta em dúvida. Propõe-se encontrar uma certeza básica, imune às dúvidas
céticas sobre a possibilidade de ciência em geral. Embora não fosse cético,
considerava o ceticismo muito importante, devido as questões que colocava sobre
a possibilidade de um conhecimento seguro. Para Descartes, o esforço será em
refutar o ceticismo. Para tanto, inicialmente, assume o ceticismo, levando-o às
suas últimas consequências. Devido a isso, estabelece a dúvida como seu método.
Assim, a argumentação de Descartes começa com a dúvida metódica, mediante a
qual coloca em questão todo o conhecimento adquirido da tradição, toda a
ciência clássica, todas as opiniões tidas como certas até então.
Na primeira
meditação, Descartes estabelece os argumentos para refutar o ceticismo e buscar
a verdade que supera qualquer dúvida. No primeiro argumento, contra a ilusão
dos sentidos, Descartes inicia o caminho na busca pelo conhecimento verdadeiro.
O segundo argumento de Descartes considera a inexistência de um critério seguro
para distinguir o sonho da vigilância. Para Descartes, tudo o que acreditamos
perceber claramente pode ser apenas expressão de um sonho no qual estamos. Esse
segundo argumento, contudo, se apresenta ainda insuficiente, uma vez que a
ilusão que ele revela não é propriamente sobre o que percebemos, revela somente
a ilusão do nosso tipo de percepção. Em outras palavras, embora a percepção
(sonho) não corresponda à realidade, os objetos que percebemos, em suas cores e
formas, têm base real.
Levando a
dúvida a suas últimas consequências, Descartes estabelece o terceiro argumento:
a hipótese de um “gênio maligno”. Nessa hipótese, Descartes afirma que Deus
pode ter criado o ser humano de tal forma que ele acreditasse na existência de
céu, terra e todas as realidades, sem que elas efetivamente existissem. Assim,
essa hipótese supõe que ele poderia ter sido criado não por um deus, mas por um
“gênio maligno” que o enganasse sobre a existência das realidades e sobre suas
verdades. Esse gênio maligno, sendo um elemento externo todo-poderoso, pode
criar no ser humano ilusões. Como, então, ter certeza de algo? Assim, em
decorrência, Descartes considera que deve suspender todos os seus juízos sobre
todas as coisas, duvidar de tudo. Com essa atitude, Descartes diz que o
espírito se preparava contra as armadilhas desse deus enganador.
Na segunda
meditação, Descartes retoma o caminho da dúvida buscando a certeza. Descartes
chega à seguinte conclusão:
Esta
proposição: eu sou, eu existo é necessariamente verdadeira todas as vezes que
eu a enuncie ou a conceba em meu espírito.
Nessa dinâmica
da dúvida, Descartes rejeitará como falso tudo aquilo que puder receber a sua
dúvida. Em busca da certeza evidente, na qual e a partir da qual pretende
radicar o seu projeto de reconstrução do sabei; Descartes estabelece a dúvida
metódica, a dúvida como modo correto de caminhar. Por isso, é fácil perceber as
dimensões hiperbólicas (exageradas) e radicais desse processo de duvidar.
Após se ver
mergulhado em dúvidas, nasce a intuição fundamental de Descartes: percebe-se
duvidando, com certeza e clareza. E, ao duvidai; encontra-se pensando. A
consciência de que está pensando vem expressa no cogito ergo sum: “penso, logo
existo”. Uma coisa que pensa, existe, pelo menos enquanto pensa. Descartes
encontra, assim, a certeza primeira.
Mas essa
certeza primeira do Cogito pode levar ao conhecimento de outras coisas, a
outras certezas? Após estabelecer a .evidência do Cogito, Descartes dá um novo
passo, afirmando que é possível ter certeza de que existe um ser que pensa (res
cogitans). Além disso, nada pode ser afirmado, uma vez que o nosso corpo, sendo
algo exterior, pertencendo ao mundo dos objetos, está sempre sujeito à dúvida.
Reconhecendo
como certa a existência de ideias, fica ainda a questão da certeza da
existência das coisas das quais as ideias procedem. Essa questão permanece, uma
vez que a própria mente pode ser a causa do objeto.
Por isso,
Descartes procura uma ideia que não possa ser derivada da mente humana. E a
conclusão à qual chega é que a ideia de Deus (um ser perfeito) não pode ser
causada por um ser imperfeito (o homem),efeito de uma vez que o efeito de uma
coisa não pode ser mais do que a sua causa. E essa ideia de Deus é uma ideia
inata, que nasce com a pessoa, é “a marca do criador em sua obra”. Ora, isso
significa que Deus existe. Dessa forma, com a prova da existência de Deus,
Descartes chega à segunda verdade.
Dessa forma,
além da res cogitas, ou seja, a coisa pensante, existe também a res extensa, a
coisa extensa. Para Descartes, pai do racionalismo moderno, o corpo é uma
realidade física e fisiológica, extensa com massa e movimento, e se encontra
submetido aos determinismos naturais, e sempre sujeito às dúvidas. Em
contrapartida, a mente humana não se encontra submissa às leis físicas. Essa
dicotomia acompanhará, doravante, a caminhada da Filosofia e das ciências
humanas. E importante perceber que uma das consequências do cogito cartesiano é
o dualismo, a dicotomia que se estabelece entre corpo e mente (consciência).
Conforme
vimos, o objetivo de Descartes é encontrar um fundamento seguro para o saber. O
caminho (método) tem como objetivo fundamental oferecer procedimentos através
dos quais o intelecto possa afastar-se tanto dos juízos precipitados quanto das
prevenções, ou seja, das opiniões pré-fabricadas a que aderimos acriticamente,
nas quais evitamos a responsabilidade de um juízo livre e racional. Dessa
forma, a razão deverá constantemente examinar-se a si mesma durante o processo
de busca da verdade.
Em sua obra Regras para a direção
do espirito, composta de 21 regras, René Descartes descreve o seu método, que
ele mesmo sintetiza em seu Discurso do Método, mediante quatro preceitos
fundamentais na busca do conhecimento verdadeiro:
1º Jamais acolher alguma coisa
como verdadeira sem a conhecê-la como tal;
2.° Dividir cada uma das
dificuldades em tantas partes quantas forem necessárias para melhor resolvê-las
3.° Ordenar os pensamentos,
começando pelos mais simples e fáceis de conhece; para progressivamente ir
subindo, degrau por degrau, até o conhecimento mais complexo;
4.° Proceder a constantes e completas
enumerações e revisões, para ter a certeza de não haver omitido nada.
Com base nesses preceitos,
podemos perceber que a evidência é critério decisivo de verdade para Descartes.
Sem a clareza e a distinção, não há verdade racional. Encontrar verdades claras
e distintas, ou seja, evidentes, será um trabalho árduo e disciplinado, uma vez
que é possível duvidar de tudo, considerando a relatividade e a provisoriedade
das opiniões, crenças e dos costumes das pessoas e dos povos.
Assim, o
racionalismo parte do pressuposto da existência de uma verdade universal,
acessível mediante atividade instrumental, superando as ilusões e os enganos
provenientes do âmbito sensível.
Texto
extraído do livro FILOSOFIA POR UMA INTELIGÊNCIA DA COMPLEXIDADE
MEIER,
Celito
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
texto para seminário sobre adolescência (auto estima)
AUTOESTIMA
CENTRO EDUCACIONAL 06 – GAMA /DF
DISCIPLINA : FILOSOFIA
PROFº : DENYS F. DA COSTA.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
O QUE É AUTOESTIMA
Por outro lado, se perguntamos a
alguém:
‘Como você se descreveria?, isto
é, “Como você se vê?”, essa pessoa pode responder: “Tenho cabelo escuro, sou
jovem, bem alto, sociável, alegre e trabalhador”. Essa descrição corresponderia
à imagem mental que a pessoa tem, sem se aprofundar em avaliações, e
corresponderia ao autoconceito, isto é, o conceito que o indivíduo tem de si
mesmo.
O autoconceito é a representação
mental que alguém tem sobre si em um certo momento. Seria uma imagem de si sem
adicionar nenhum outro valor. A autoestima, no entanto, seria a dimensão
avaliativa daquela representação mental. O julgamento acontece de acordo com um
critério, que é a comparação da imagem produzida por alguém ao se ver em
situações reais com a imagem ideal que ele gostaria de ter Dessa forma, a
pessoa contribui para a formação de sua autoestima. Quanto mais a imagem
percebida do indivíduo, em situações reais, for similar à imagem ideal de como
ele gostaria de ser, menor é a chance de surgirem problemas com autoestima.
A autoestima pode ser definida
como um conjunto de sentimentos, pensamentos e comportamentos que fazem as
pessoas acreditarem que vaie a pena se valorizar e amar a si próprias sem a
necessidade de depender dos outros.
Poderíamos também defini-la como
a maneira que as pessoas se sentem com relação a si mesmas e como elas se
valorizam.
A
auto estima é baseada em pensamentos, sentimentos, sensações e experiências
pelas quais passamos em nossa vida.
Essas
definições podem ser usadas como um pontapé inicial, mas tentaremos conhecer coisas mais práticas sobre auto
estima ao longo deste livro. A auto
estima é um fenômeno que carregamos conosco por toda a vida , embora talvez não
estejamos cientes disso. Seremos capazes de reconhece-la através de nosso
sentimento e desempenho geral.
Já dissemos
que todos temos autoestima, mas ela não é estável a todo o momento e varia
entre as pessoas. Assim, podemos falar, em linhas gerais, sobre dois tipos de
autoestima, a alta e a baixa. De acordo com o tipo de autoestima, teríamos
pessoas com alta autoestima e pessoas com baixa autoestima. A baixa autoestima
é aquela que pode acompanhar as pessoas com problemas tanto no âmbito de
sentimentos quanto de comportamento. As pessoas com baixa autoestima desdenham
suas qualidades e isso as faz reagirem inadequadamente. Isso pode ser aplicado
em duas dimensões: a particular, por exemplo, “Acho que sou um bom jogador de
xadrez”, e uma dimensão mais global, como, Acho que sou uma pessoa boa e tenho
orgulho das minhas qualidades”,
É importante
que nos valorizemos como somos, reconhecendo os aspectos positivos e negativos
em nossa maneira de reagir às coisas, já que isso nos protegerá do julgamento
dos outros,
1.0. ADOLESCENCIA E AUTOESTIMA
O adolescente
pode se sentir feliz ou, como acontece com frequência, se sentir confuso e
insatisfeito com as mudanças pelas quais passa. Nesse processo. sua autoestima
tem um papel importante. É exatamente nesse período que a autoestima pode ficar
mais baixa ou o adolescente pode se sentir mais inseguro. Como resultado, é
importante que você se aceite como é, com suas qualidades positivas e seus
pequenos defeitos, e gaste o tempo que for preciso até que os novos atributos
de seu corpo e de sua personalidade possam estar do jeito que você gosta.
|
Como a autoestima é construída e estimulada dentro
de contextos significativos para o indivíduo (desenvolvimento humano), tais
como família, escola e grupos sociais,a melhor maneira de ter os adolescentes
vivendo em harmonia e sendo felizes é contar com ambientes onde eles
encontrem compreensão e apoio. É necessário promover programas que melhorem
os relacionamentos entre professor e aluno, e entre pais e filhos, para que
haja melhor convivência entre nossos jovens.
|
A auto estima saudável ajuda o adolescente a
se tornar um ser humano e também é um sintoma que diz se esse processo ocorre
corretamente. É importante que você se valorize como um todo, ou seja, juntar
os pequenos complexos ou partes de que você não gosta com o todo e aceitá-las.
2.0. COMO AUTOESTIMA APARECE NAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES?
As pessoas, do dia em que nascem
até se tornarem completamente
autônomas, trilham um caminho que
está intimamente ligado aos seus pais ou responsáveis nos primeiros estágios da
vicia. Com o tempo, elas se tornarão adultos independentes.
|
A autoestima nos adolescentes
tem grande relevância em várias áreas. As mais importantes são: geral,
física, relacionadas à competência acadêmica e intelectual, social, ou
relacionada a outras pessoas, e emotiva.
|
Se a criação é feita com sucesso, eles
passarão de dependentes de seus pais para pessoas que se respeitam,
responsáveis e capazes de corresponder às exigências da vida com competência e
eficiência.
Há um período crítico ao longo
desse caminho, que é quando a identidade da pessoa é formada, e isso ocorre
durante a adolescência.
Há momentos em que esse processo
é interrompido ou não resulta em nada, então ocorre uma paralisação em um nível
específico de maturidade mental ou emocional.
Nos primeiros estágios, os pais
seriam responsáveis pela educação dos filhos com relação à autoestima. Mas as
crianças crescem em um contexto social, e os relacionamentos com outras pessoas
são vitais para seu desenvolvimento e autonomia.
Durante a infância, descobrimos
que não somos todos iguais, somos diferentes uns dos outros, e há pessoas que
nos aceitam e outras que nos rejeitam. Começamos a criar uma ideia do nosso
valor a partir dessas experiências de aceitação e rejeição de outros quando
somos jovens.
Nos
primeiros relacionamentos. O filho ou a filha pode sentir uma segurança que
permite o surgimento do ego, ou o medo e a instabilidade que dissolvem o ego
antes de ficar pronto.
Nos
relacionamento seguinte , podem passar pela experiência de serem aceitos pela
experiência de serem aceitos e respeitados ou rejeitados e desprezados. Uma
criança pode ter o equilíbrio entre a proteção e a liberdade, a superproteção que exigem dela
a criação de recursos que ainda não tem. Essas e outras experiências contribuem
para o tipo de identidade e autoestima
formada ao longo tempo.
Quando atingimos a adolescência,
deixamos a dependência familiar, conquistamos a independência e contamos com
nossos próprios recursos. De acordo com a autoestima que a pessoa desenvolveu,
ela poderá chegar na maturidade sem problemas ou, caso contrário, procurar por
caminhos errados e aparentemente fáceis, tais como comportamentos violentos,
uso de drogas, etc.
AUTOESTIMA PARA OS ADOLESCENTES
Já vimos como o nível de
autoestima influencia a maneira como agimos e pensamos. É essencial para uma
atitude adequada e para nossa realização pessoal. É necessário alcançar um
nível ótimo de autoestima para não sabermos e para que nosso desenvolvimento
não seja impedido.
Sabemos que, nesse processo de
formação de auto- estima, acontece um exercício de comparação ou auto- avaliação
entre si com os outros, o resulta na aceitação de algumas áreas da vida de um
indivíduo e não
No campo do aspecto físico, os
adolescentes farão uma série de auto avaliações da sua aparência, suas
habilidades e competências, em diferentes tipos de atividade física
|
autoestima
atuará como uma “vacina” para que o sofrimento psicológico causado por
críticas, rejeição, falhas, perda, ou quaisquer eventos negativos e
estressantes, possam ser minimizados.
|
Essa avaliação é altamente
influenciada pelo sexo da criança, assim como pelas tendências da moda que
influem poderosamente a maneira como se vestem ou sua aparência (se têm
estatura alta ou baixa, se são atraentes ou feias, etc.).
|
A confiança em si é aplicada,
acima de tudo, aos nossos atos. Ter confiança é pensar que somos capazes de
agir apropriadamente em situações importantes.
Um bom nível de confiança em
si mesmo evita o medo do desconhecido, da adversidade e do futuro.
A falta de confiança em si
não é uma deficiência insuperável na vida das pessoas, mas aquelas que a
sustentam tendem a ser vítimas de inibição, hesitações, abandono e falta de
perseverança, especialmente em pequenas ações diárias.
|
Hoje em dia, além da pressão
natural exercida entre os adolescentes, há o grande poder da mídia, que impõe modelos
próprios de beleza física e estética.
Muitos adolescentes são vítimas dessa pressão em um grau preocupante, e isso os
leva a sofrer de distúrbios psicológicos ocasionais. Durante a adolescência, é
raro os adolescentes não terem pequenos problemas com sua aparência física,
devido a grandes mudanças que ocorrem em seu corpo (puberdade, desenvolvimento
das características sexuais externas, fim de 5eV desenvolvimento físico), mas
eles são resolvidos com êxito na maioria dos casos. Somente um pequeno número
de adolescentes acaba tendo problemas sérios com seu aspecto físico.
Exemplos disso são a anorexia e a
bulimia. Há dados que indicam que a autoestima nessas pessoas dependerá do
formato do corpo e peso, já que. para elas, essas são as coisas mais
importantes. e das se sentem à vontade consigo mesmas dependendo da avaliação
que fazem de sua própria aparência física.
Na área de competência escolar ou
intelectual, ‘mais especificamente no nível acadêmico, os adolescentes comparam
seu desempenho com o de seus melhores amigos, com o resto da classe ou com os
colegas que conseguem as melhores notas, Se eles tiverem irmãos, é comum que se
comparem com o desempenho deles também.
Com respeito ao campo de relações
sociais, a adolescência pode ser o período da vida em que esse tipo de relações
tem mais importância. É a época em que fortes laços são estabelecidos com o
grupo a qual pertencem.
As relações sexuais e afetivas
com o sexo oposto se iniciam e têm grande importância. Nesse tipo de relações,
a comunicação interpessoal e a necessidade de ter a aprovação da turma são
muito importantes.
3.0. SEJA SEU MELHOR AMIGO
casos e contratempos. Ele nos
permite resistir nos momentos ruins e nos recuperar após um fracasso; não evita
o sofrimento, mas nos ajuda a conter o desespero.
Amar a si próprio é uma condição
essencial para que os outros nos amem. As pessoas que não têm esse amor por si
apresentam fracasso e conflitos nas relações pessoais. O amor por si é o
constituinte mais profundo e interno da auto- estima.
A percepção de si é a avaliação
feita levando-se em conta nossas próprias qualidades e defeitos. É uma
percepção subjetiva que determina um tipo específico
de autoestima.
Os três componentes da autoestima
que mencionamos —a confiança, a percepção e o amor por si mesmo— em geral
mantêm unia correlação importante: o amor por si (respeitar-se
independentemente do que aconteça, prestar atenção a suas próprias necessidades
e expressões). pois sem dúvida favorece uma percepção positiva de si;
(acreditar nas próprias habilidades, projetá-las ao futuro), o que também
converge de maneira favorável na confiança em si (agir sem medo excessivo de
falhar e do que os outros possam pensar)
•5.0. COMO AUMENTAR A AUTOESTIMA?
O poder pessoal e a autoestima
positiva são habilidades que podem ser aprendidas. É frequente os jovens
questionarem sua identidade durante a adolescência. Isso ocasionará uma
constante reorganização crítica da maneira como eles se gostam, fazendo, assim,
a autoestima mudar. Auto estima tem urna influência poderosa na vida dos
adolescentes, já que seus pensamentos, sentimentos, auto avaliação,
comportamentos e relacionamentos com outros estarão relacionados com sua auto estima.
É importante que a auto estima dos adolescentes aumente, pois isso resultará em reforçarão da adulta.
Para os adolescentes, conseguir
uma identidade e se sentir bem consigo são necessidades importantes. Se eles
podem satisfazer essas necessidades no seu devido tempo, estarão prontos para acatar
responsabilidade na vida adulta. Isso é possível por meio de :
- O conhecimento sólido de
recurso, interesses e objetivos que eles
têm,
- Boas soluções pessoais;
- objetivos claros,
- competência pessoal apropriada
, tanto casa como na escola ou faculdade.
a auto estima será desenvolvida
quando os jovens passarem pelos seguintes aspectos de forma positiva; Os adolescente precisam estabelecer laços que
são importantes para eles e para os outros
( laços de amizade, coleguismo, laços familiares, esportivos e afetivos,
etc.)
_ Singularidade. Resultado do
conhecimento e respeito que os adolescentes sentem por qualidades e atribuídos que
os tornam especiais ou diferentes,
sustentados pelo respeitos e a provação dados pelos outros.
- poder. consequência da
disponibilidade da mídia , oportunidade e habilidades nos adolescentes que
modificam as circunstancias de sua vida significante.
- Modelos. Pontos de referencia
que dão , aos adolescentes, exemplos humanos , filosóficos e práticos
apropriados e adequados para que possam estabelecer um conjunto de valores .
seus ideais e maneiras próprias.
Os
adolescentes terão de se aceitar, admitir seus próprios defeitos, erros e
limitações e estar cientes de sua realidade pessoal. É também importante
apreciarem suas qualidades e as conquistas de que podem se orgulhar Eles têm de
se valorizar para não terem a necessidade de que outros os apoiem ou fortaleçam
de vez em quando. Ao mesmo tempo, o reconhecimento de seus aspectos negativos
não pode envolver uma atitude passiva como se fossem insuperáveis. Pelo
contrário, seria o primeiro passo para traçar um plano a fim de superar os
obstáculos que nos impedem de sermos felizes conosco.
|
TEXTO
RETIRADO DA COLEÇÃO APRENDENDO A VIVER
AUTORA
: Mª Carmem Lorenzo Pontevedra
Edição
-2008 , ED. CIRANDA CULTURAL
|
terça-feira, 20 de outubro de 2015
EXERCÍCIO DE RECUPERAÇÃO 02
CENTRO EDUCACIONAL 06
– GAMA /DF
PROF°: Denys Ferreira
da Costa
DISCIPLINA: FILOSOFIA EXERCÍCIO DE RECUPERAÇÃO 02
NOME:
_____________________________________________________________Nº________
PARTE 01 - OBJETIVA
A)
FoI Aristóteles que definiu o homem como um bípede não plumante.
B)
Para Platão o homem não é um ser determinado.
C)
Aristóteles observa que o homem é um ser
político por morar na Pólis.
D)
O homem é um ser social, por
conveniência
E)
Aristóteles considera o homem como um
ser político, por morar na polis ( cidade).
F)
) O homem é um ser social, por conveniência
G)
A
mais tradicional definição sobre o homem, é o lobo do homem.
H) O
ser humano enquanto animal é frágil diante das intemperes que a natureza oferece. Por isso ele utiliza
de subterfúgios para driblara-la.
I)
Por mais que o homem tente se adaptar a natureza
ele não consegue domina-la a seu favor.
J)
O
grande diferencial do homem em relação aos outros seres vivos é que ele tem a
consciência de sua existência. Essa condição o torna um ser impar pois percebe
a sua fragilidade diante da natureza e da vida.
K) Umas de suas
definições é que o mito explica o inexplicável.
L)
A mitologia é anterior
a filosofia.
M) A
mitologia é posterior ao surgimento da filosofia
N)
Todo mito é dogmático.
O) A mitologia não esta
relacionada com elementos da natureza e relacionados a sentimentos.
P) São exemplos de uma mitologia
brasileira : Édipo ,Narciso e Cupido.
Q)
A
estrutura do mito se mantem até hoje, prova é a idolatria a determinadas
personalidades que se destacam de forma globalizada como por exemplo a cantora
Lady gaga.
R) Uma das características da
mitologia é o fato de explicar emoções e sentimentos, criando representações
para tal fato, como por exemplo a Deusa Afrodite que representa o amor
S) Na mitologia
Hermes era representado por um menino loiro, de cabelos encaracolados com um
par de asas e que portava um arco e
flecha que utilizava para apaixonar os mortais.
T)
O mito só existiu na Grécia.
Parte 02 – subjetiva.
1) O mito de Édipo ,que inicia-se
com a maldição sobre Laio e termina com a morte de Jocasta e a descoberta da
sua tragédia pessoal. O assassinato de seu pai por ele e o seu casamento com
sua própria mãe. Cumprindo o destino de sua maldição. Assim ,a partir de seus
conhecimentos a priore (anteriores ) ,teça um comentário relacionando a questão
mitológica com a ação humana.
( 5
linhas)
2) O homem sempre foi um ser
observador da natureza e seus fenômenos sempre chamaram a sua atenção. Através de
uma tentativa de explicar esses fenômenos naturais ,o homem começa a elaborar
lendas que originaram alguns mitos. Assim a partir de seus conhecimentos e o
que foi discutido em aula de um conceito sobre mito.
(
4 linhas)
3) Ainda sobre o Mito:
A) “...
O mito não se define pelo objeto da sua mensagem ,mas pela maneira como
o profere...”
B) “...Todo mito é uma fala ,mas podemos
considerar que toda fala é um mito...”
C) “... O mito é um modo de significação
,uma forma que será necessária impor a esta forma ,limites históricos e
condições de funcionamento...”
Escolha
duas afirmações e teça um comentario.
4) Leia o texto
Você
deve estar acostumado a ser visto pelos adultos como um “incômodo” “. E isso
não deixa de ser verdade. O adolescente passa por uma verdadeira revolução em
sua vida,é uma pessoa em movimento ,seu corpo se transforma ,suas ideias se
transformam ,seus sentimentos se transforma...Muitos dos que são mais velhos já
estão acomodados na vida ,e não desejam
- na maioria das vezes – mudanças que perturbem sua situação. sua
situação . E é por isso que o jovem incomoda . Ele representa o novo ,que traz
em si o antigo do mundo “pronto”em que nasce lutando contra o velho que já
passou por esse processo de ser o novo. O jovem é a força do movimento reagindo
contra toda a acomodação e, portanto , “incomoda “ os acomodados - que se esquecem de que já passaram por
isso”.
A partir do texto responda as
questões abaixo:
A
) Destaque do texto os pontos em comum entre o jovem e a filosofia
B)
O incômodo é uma característica comum da filosofia e da juventude . A partir
dessa análise ,elabore um comentário ,questionando o porque a filosofia
torna-se um incômodo.
ENTREGA
: 13/11/2015
Assinar:
Postagens (Atom)