segunda-feira, 20 de junho de 2016

A ÉTICA NA HISTÓRIA ( TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL )

CENTRO EDUCACIONAL 06 – GAMA/DF
PROFº : DENYS F. DA COSTA
DISCIPLINA : FILOSOFIA
TEXTO BASE PARA O TESTE ORAL
A ÉTICA NA HISTÓRIA
                Vejamos de forma resumida, algumas das reflexões éticas que marcaram os grandes períodos históricos. Para isso, retomarem os aspectos do pensamento de algumas filósofos estudados anteriormente. Daremos destaque as concepções de Aristóteles , na Antiguidade, santo Agostinho , na Idade Média, Immanuel Kant , na idade Moderna..
·         ANTIGUIDADE : ÉTICA GREGA
A preocupação com os problemas éticos teve início de forma mais sistematizada na época de Sócrates , filosofo também conheço como “ o pai da moral”. Vejamos  o que disseram os principais filósofo gregos desse período sobre essa questão.
        Os sofistas afirmavam que não existem normas e verdades universalmente  válidas. Tinham portanto uma concepção ética relativistas ou subjetivista.
        Ao contrario dos sofistas, Sócrates sustentou a existência de um saber universalmente válido, que decorre do conhecimento da essência humana, a partir da qual se pode conceber a fundamentação de uma moral universal. E o ser humano é essencialmente razão. E  é na razão , portanto , que devem ser fundamentadas as normas e costumes morais. Por isso , dizemos que a ética socrática é racionalista. O indivíduo que age conforme a razão age corretamente.
Platão desenvolveu o racionalismo ético iniciado por Sócrates, aprofundando a diferença entre corpo e alma. Argumentava que o corpo, por ser a sede de desejos e paixões, muitas vezes desvia o indivíduo de seu caminho para o bem. Assim, defendeu a necessidade de uma depuração do mundo material para alcançar a ideia de bem. Segundo Platão, o ser humano não consegue caminhar em busca da perfeição agindo sozinho. Necessita, portanto, da sociedade, da pólis. No plano ético, o indivíduo bom é também o bom cidadão.
Depois do período clássico grego, o estoicismo desenvolveu uma ética baseada na procura da paz interior e no autocontrole individual, fora dos contornos da vida política. Assim, o princípio da ética estoica é a apatia [apathe/a). atitude de entendimento de tudo o que acontece, e o amor ao destino [amor [até), porque tudo faria parte de um plano superior guiado por uma razão universal que a tudo abrangeria. Desse modo atingia-se a ataraxia, ou imperturbabilidade da alma.
A ética do epicurismo, de forma semelhante, defendia a atitude de desvio da dor e procura do prazer espiritual, do autodomínio e a paz de espírito [ataraxia].
• Ética do equilíbrio
Aristóteles também desenvolveu uma reflexão ética racionalista, mas sem o dualismo corpo-alma platônico. Procurou construir uma ética mais realista, mais próxima do indivíduo concreto. Para tanto, perguntou-se sobre o fim último do ser humano. Para o que tendemos? E respondeu: para a felicidade. Todos nós buscamos a felicidade.
E o que entende Aristóteles por felicidade? Para o filósofo, a felicidade não se confunde com o simples prazer, o prazer das sensações ou o prazer proporcionado pela riqueza e pelo conforto material. A felicidade última e maior se encontraria na vida teórica, que promove o que há de mais essencialmente humano: a razão.
O individuo que se desenvolve no plano teórico, contemplativo, pode compreender  a essência da felicidade e, de forma consciente, guiar  sua conduta. Mas isso, no contexto histórico da Grécia antiga , seria privilégio  de uma minoria . Segundo o filosofo, a pessoa comum, aquela que não pode se dedicar à atividade teórica, aprenderia a agir corretamente pelo hábito, isto é, por meio da prática constante e reiterada de ações.
Assim, agir corretamente seria praticar as virtudes. E o que seria a virtude? Em sue obra Ética a Nicômaco, Aristóteles explica:
A excelência moral/virtude moral! então, é uma disposição da alma relacionada com a escolha de ações e emoções, disposição esta consistente num meio-termo determinado pela razão. Trata-se de um estado intermediário, porque nas várias formas de deficiência moral há falta ou excesso do que é conveniente tanto nas emoções quanto nas ações, enquanto a excelência moral encontra e prefere o meio-termo. (p. 421 )
A coragem, por exemplo, seria uma virtude situada entre a covardia (a deficiência) e a temeridade [o excesso. Assim, o filósofo propôs uma ética do meio-termo, na qual a virtude consistiria em procurar o ponto de equilíbrio entre o excesso e a deficiência.
Mas observe que esse ponto de equilíbrio não é fixo, isto é, não pode ser estabelecido de antemão, pois varia de acordo com a circunstância ou ocasião [onde, quando, quanto, com quem, com o quê, como etc). Por exemplo: não é exatamente coragem reagir em um assalto a mão armada. Ou seja, não é esse tipo de atitude que garante a excelência moral de uma pessoa. Como explicou Aristóteles:
[.1 tanto o medo como a confiança, o apetite, a ira, a compaixão e em geral o prazer e a dor, podem ser sentidos em excesso ou em grau insuficiente; e, num caso como no outro, isso é um mal. Mas senti-los na ocasião apropriada, com referência aos objetos apropriados, para com as pessoas apropriadas, pelo motivo e da maneira conveniente, nisso consistem o meio-termo e a excelência característicos da virtude. [Etica a Nícomaco, p. 273.]
Também é importante notar que, tanto em Platão como em Aristóteles, a ética estava vinculada à vida política. Aristóteles refere-se mesmo à política corro um meio da ética, pois sendo o ser humano, por natureza, um ser sociopolítico, necessitaria da vida em comum para alcançara felicidade como plenitude de seu bem-estar.
·         IDADE MÉDIA : ÉTICA CRISTÃ
O que diferencia radicalmente a ética cristã da ética Grega são dois pontos;
·         O abandono da visão mundana a ética cristã deixa de lado a ideia de que o fim último da vida humana está neste mundo. Com isso , centrou a busca da perfeição moral no a amor a Deus;
·         Emergência da subjetividade – acentuado a tendência já esboçada na filosofia de estico ponto de vista estritamente pessoal, como uma relação entre cada indivíduo e deus, isolando-o de sua condição social e atribuindo à subjetividade  uma importância até então desconhecida.
Os filósofos medievais herdaram alguns elementos da tradição filosófica grega, reconfigurando-se  no interior de uma ética cristã. Santo Tomás de Aquino( século XIII) por exemplo, recuperou da ética aristotélica a ideia de felicidade com fim último do ser humano, mas cristianizou essa noção ao identificar Deus como a fonte dessa felicidade.
·         ETICA DO LIVRE ARBÍTRIO.
Santo Agostinho (354 – 430) transformou a ideia de depuração da alma da filosofia de Platão na ideia da necessidade de elevação ascética para compreender os desígnios de Deus. Também a ideia da imortalidade da alma , presente  em Platão, foi retrabalhada pelo filosofo sob a perspectiva cristã.
        Mas a ética agostiniana destaca-se por outro conceito. Ao tentar explicar  como pode existir o mal se tudo vem de Deus , e Deus é bondade infinita, Santo Agostinho  introduziu a ideia de liberdade  como libre –arbítrio, isto é a noção de que cada individuo tem a possibilidade de escolher como agir, de acordo com sua própria vontade. Portanto pode optar livremente por aproximar –se de Deus  ou por afastar-se  Dele. O afastamento de Deus  seria o mal, de acordo com o filósofo .
        Isso significa que , com a noção de livre – arbítrio de escolha individual, Agostinho acentuou o papel da subjetividade humana nas coisas do mundo. O livre- Arbítrio seria o meio pelo qual o ser humano exerce sua liberdade, que consiste em escolher  entre o bem  e o mal. De outro lado, esse conceito esvaziou a noção grega de liberdade com possibilidade de realização plena do indivíduos em seu meio social. Em outras palavras, diminuiu a importância da dimensão social da liberdade, e esta passou a ter um caráter  mais pessoal , subjetivo individualista.
·         IDADE MODERNA : ÉTICA ANTROPOCÊNTRICA
Com o final da Idade Média , marcado pelo renascimento, o ser humano torna-se novamente o centro de interesse por meio do humanismo. No terreno da reflexão ética , esse fato orientou uma nova concepção moral, centrada na autonomia humana.
No  Iluminismo, essa orientação fica mais evidente , pois os filósofos passam a defender a ideia de que a moral deve ser fundamentada não mais em valores religiosos, e sim naqueles oriundos da compreensão do que é a natureza humana.
A concepção mais expressiva  do período moderno a respeito da natureza humana é a de uma natureza racional, que encontra em kant sua formulação mais bem acabada.
·         Ética do dever
Em seus textos Crítica da razão prática e fundamentação da metafísica dos costumes, o filósofo alemão Emanuel kant (1724 – 1804), aponta  a razão humana como uma razão legisladora, capaz de elaborar  normas  universais , uma vez que constitui um predicado universal dos seres humanos , isto é, uma capacidade comum a todos. As normas  morais teriam , portanto sua origem na razão.
Embora , em Kant , as normas morais devam ser obedecidas como deveres , a noção Kantiana de  dever confunde-se com a própria noção de Liberdade. Isso ocorre porque, em seu pensamento, o indivíduo que obedece a uma norma moral atende à liberdade da razão, ou seja, aquilo que a razão, no uso de sua liberdade, determinou como correto. Dessa forma, a sujeição à norma moral é o reconhecimento de sua legalidade, conferida pelos próprios indivíduos racionais.
Kant reforça essa ideia ao dizer que um ato só pode ser considerado moral quando praticado de forma autônoma; consciente e por dever. Com isso, acentua, o reconhecimento do dever como uma expressáp’ca’ racionalidade humana, única fonte legítima da moralidade. A clareza dessa ideia é assim expressa pelo filósofo:
Age apenas segundo uma máxima [um princípio] tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal. [Fundamentação da metafísica dos costumes, p. 59.]
Essa exigência é denominada por Kant de imperativo categórico, ou seja, é uma determinação imperativa, que deve ser observada sempre, em toda e qualquer decisão ou ato moral que venhamos a praticar Em outras palavras, o filósofo quer dizer que nossa ação deve ser tal que possa ser universalizada, ou seja, realizada por todos os outros indivíduos sem prejuízo para a humanidade. Se não puder ser universalizada, não será moralmente correta e só acontecerá como exceção, nunca como regra. Vejamos como Kant se expressa a esse respeito:
Se prestarmos atenção ao que se passa em nós mesmos sempre que transgredimos qualquer dever, descobriremos que na realidade não queremos que a nossa máxima se torne lei universal, porque isso nos é impossível; b contrário dela é que deve universalmente continuar a ser lei; nós tomamos apenas a liberdade de abrir nela uma exceção para nós. [Fundamentação da metafísica dos costumes, p. 631
E por que realizamos atos contrários ao dever e, portanto, contrários à razão? Kant dirá que é porque nossa vontade é também afetada pelas inclinações
— que são os desejos, as paixões, os medos —, e não apenas pela razão. Por isso ele afirma que devemos educar a vontade para alcançar a boa vontade, que seria aquela guiada unicamente pela razão.
Em resumo, a ética kantiana é uma ética formal ou formalista, pois postula o dever como norma universal, sem se preocupar com a condição individual, em que cada um se encontra diante desse dever Em outras palavras, Kant nos dá a forma geral da ação moralmente correta (o imperativo categórico], mas não diz nada acerca de seu conteúdo, não diz o que devemos fazer em cada situação concreta.
·         IDADE CONTEMPORÂNEA: ÉTICA DO INDIVÍDUO CONCRETO.
A REFLEXÃO ÉTICA NA Idade Contemporânea  ( século XIX  e XX )desdobrou-se  em uma série de concepções distintas acerca do que seja a moral e sua fundamentação. Seu  ponto comum é a recusa de uma fundamentação exterior  transcendental para a moralidade, centrando no individuo concreto a origem dos valores  e das normas morais.

Um dos primeiros passos  na formulação de uma ética do indivíduo concreto foi dado por Hegel, em sua crítica ao formalismo de Kant.

·         FUNDAMENTAÇÃO HISTÓRICO –SOCIAL
 Como diversos autores contemporâneos , o filósofo alemão Friedrich Hegel (1770 – 1831 ) questionou o formalismo da ética . Para ele, ao não levar  em consideração a história e a relação do indivíduo com a sociedade , a ética de Kant  não apreende o conflitos reais existentes na decisões  morais. Kant teria considerado a moral apenas como uma questão pessoal , íntima  e subjetiva , na qual o sujeito  deve se decidir  entre suas inclinações (desejos, medos, etc.) e sua razão.
         De acordo com Hegel , portanto , a moralidade assume conteúdos  diferenciados  ao longo da história das sociedades, e a vontade  individual seria apenas um dos elementos da vida ética de uma sociedade  em seu conjunto. A moral seria o resultado da relação entre  o indivíduo e o conjunto social. E em cada momento histórico a moral se manifestaria tanto nos códigos normativos como implicitamente, na cultura  e nas instituições sociais. Desse modo, Hegel vinculou a ética à história  e a sociedade.




Texto extraído do livro : FUNDAMENTO DE FILOSOFIA
COTRIM, Gilberto e Mirna Fernandes
Ed. SARAIVA



sexta-feira, 1 de abril de 2016

TEXTO BASE PARA 1º AVALIAÇÃO DO BIMESTRE 3º SÉRIE( TESTE ORAL) - CRÍTICA DAS IDEOLOGIAS E DO SENSO COMUM “

CENTRO EDUCACIOANL 06 – GAMA /DF
PROF: DENYS F. DA COSTA
DISCIPLINA : FILOSOFIA
TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL DO BIMESTRE
“CRÍTICA DAS IDEOLOGIAS E DO SENSO COMUM “
Seguramente, você já ouviu ou pronunciou, várias vezes, expressões como: “Deus ajuda a quem cedo madruga”; “filho de peixe, peixinho é”; “todo político é corrupto”. E você já se perguntou sobre o fundamento dessas ou outras expressões? Quando a nossa atitude traz a dúvida, a interrogação, a problematização, está nascendo a dimensão filosófica em nossa razão, que é essencialmente crítica. Trata-se da percepção e da crítica dos pressupostos subjacentes às afirmativas e aos discursos. Assim, o filosofar é uma constante busca pela razão de ser e pelo sentido de cada afirmativa.
A reflexão filosófica é filha do tempo. Assim, os conceitos são historicamente construídos. Nas muitas tradições ou nas diversas escolas filosóficas que existem em nossa civilização, há muitos conceitos abordados que, ao serem confrontados, aparecem antagônicos. Assim, um mesmo conceito poderá ser abordado de forma bem distinta entre os diferentes pesadores. Alguns filósofos chegam a absolutizar um conceito, outros, ao contrário, exaltam a dimensão positiva desse conceito. Um exemplo disso vemos, aqui, no conceito de ideologia.
Historicamente, diferentes sentidos foram atribuídos à ideologia. Originariamente, em conformidade com o criador do termo, o filósofo francês Antoine Destutt de Tracy (1796-1836), significava a ciência das ideias que sustentavam a vida social. Nesse sentido, o objetivo dessa ciência, chamada ideologia, seria o de estudar a origem e o desenvolvimento de  nossas ideias.
Contudo, não demorou muito para que os intelectuais e revolucionários alemães Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1829-1885) atribuíssem à ideologia um sentido ,pejorativo, o sentido negativo de ilusão, de consciência deformada ou invertida da realidade, produzida pela classe dominante. Nessa visão, a ideologia é instrumento da classe hegemônica para mascarar a realidade, para impedir nos dominados a consciência da dominação, da opressão. E o mais grave é que a ideologia consegue fazer com que o oprimido coloque a culpa em si mesmo e não perceba a relação dialética entre o empobrecido e o enriquecido. Dessa forma, a ideologia realiza uma inversão da vida real.
A consciência jamais pode ser outra coisa do que o ser consciente, e o ser dos homens é o seu processo de vida real. E, se, em toda a ideologia, os homens e suas relações aparecem invertidos  numa câmara escura, tal fenômeno decorre de seu processo histórico de vida, do mesmo modo por que a inversão dos objetos na retina decorre de seu processo de vida diretamente físico[. ..} Totalmente ao contrário do que ocorre na Filosofia alemã, que desce do céu à terra, aqui se ascende da terra ao céu. Ou, em outras palavras: não se parte daquilo que os homens dizem, imaginam, ou representam, e tampouco dos homens pensados, imaginados e representados para, a partir daí, chegar aos homens de carne e osso; parte-se dos homens realmente ativos [...].
MARX, Kar]; ENGELS, Friedrich. A Ideologia alemã. Trad. José Gados I3runi; Marco Aurélio Nogueira. São Pardo:
l-Iucitec, 1989. p. 37. (Fragmento)




DESVELANDO IDEOLOGIAS E ALIENAÇÕES
                Segundo Marx, a ideologia é sempre um mascaramento da realidade, uma forma de pensar que não é expressão da realidade vivida pelos homens, mas tentativa de universalizar um jeito específico de pensamento, tentativa de universalizar interesses particulares.
  Com a criação e a universalização de uma concepção particular; a ideologia opera uma inversão da realidade, fazendo algo ou aparecer ou parecer ser, que em realidade não é. Por exemplo, quando alguém diz: “O cara é pobre porque é preguiçoso.”, essa afirmativa é uma ideia ou uma ideologia? Urna ideia que expressa a realidade, verificada na prática, ou uma ideologia, algo criado, na mente de grupos particulares, para determinar uma forma específica de pensar?
Para Marx, a função principal da ideologia é proceder a uma inversão da realidade, fazer com que a realidade apareça de uma determinada forma, conveniente a um grupo específico e dominante. Portanto, a ideologia, em Marx, tem a função de não permitir a percepção da alienação, alienando a consciência, impedindo a revolta contra a dominação. Sem precisar recorrer à violência física, a ideologia mantém a “unidade” e a “coesão” da sociedade, escondendo as distorções, mascarando as desigualdades sociais e ocultando a exploração. Assim, podemos dizer que a ideologia é instrumento de alienação da mente do oprimido, fazendo-o pensar e agir da maneira que convém à classe dominante. Essa consciência invertida da realidade é massificação, falta de pensamento autônomo, porque vê o que a ideologia quer que seja. Assim, a ideologia camufla a divisão existente dentro da sociedade, apresentando-a como una e harmônica, como se todos partilhassem dos mesmos objetivos e ideais.
 Generalizar ou universalizar interesses particulares é a grande estratégia da ideologia. Ela orienta e legitima as ações de determinados grupos na história. A realidade nos aparece invertida pela ótica da ideologia. Diante de determinadas realidades injustas e absurdas (sem sentido), ouve-se repetidamente: “Deus quer assim”; “o carma que eu preciso carregar”; “A situação está negra”; “Do pau que nasce torto até a cinza é torta”, “Querer é poder”. Ou, ainda, “Os pobres não enriquecem, porque  não se esforçam”, ou “Esta criança não aprende porque não é inteligente”. Na verdade, a causa real de os pobres não enriquecerem ou de a fome continuar não está na possível preguiça individual, mas no modelo de desenvolvimento e de sociedade.
Ao impor a sua visão de mundo como “a realidade”, a classe dominante também é influenciada por sua própria ideologia. Ao universalizar a particularidade de sua posição social, ela estabelece como “natural” a sua dominação, a tal ponto que a “ordem estabelecida” não lhe pareça ideológica, e sim justa e natural.
Dessa forma, a ideologia aliena as mentes, tornando-as reféns de um pensar que lhes é estranho, externo. E justamente isso que significa o termo alienação, tornar-se alheio, pertencer a outro, perder a autonomia. Por isso, é correto afirmar que a ideologia, em conformidade com o pensamento de K. Marx, gera a alienação, impedindo a formação de uma consciência crítica da realidade, mascarando, ocultando a opressão e a injustiça social. -
Nesse contexto de universalização de uma única forma de pensar, de formatação das mentes para não enxergarem a realidade, a postura filosófica se mostra na pergunta: “será?”. Aqui, a Filosofia deve exercer o seu papel de crítica das ideologias. E preciso diferenciar e não confundir uma realidade natural  com uma realidade normal. É normal, portanto, cultural, vermos entre nós pobreza e miséria, mas não é natural a pobreza e a miséria, uma vez que são criação humana. Fazer essas distinções se torna fundamental para mudar a nossa postura diante da vida.
Em suma, positivamente, a ideologia exerce a função de articuladora do grupo social, tornando a sociedade unida em torno de crenças comuns que fazem justamente a força das tradições. No sentido negativo, a unidade é falsa, pois esconde a divisão injusta, os preconceitos, as unilateralidades da sociedade para manter a dominação. Nesse sentido, a ideologia torna-se um poderoso instrumento de dominação por homogeneizar as diferenças individuais, regionais ou culturais e as desigualdades entre as classes sociais. A ideologia anestesia as consciências sociais em proveito das classes hegemônicas.
Essa ideologia é veiculada das mais diversas maneiras: pelos meios de comunicação de  massa, família, escola, igreja, Exército, empresas, etc. É preciso perceber que não há neutralidade. Sempre há interesses em jogo. É preciso discernir se o que está em jogo é o bem comum ou interesses particulares.
Corno resultado da ação das ideologias, temos o senso comum, no qual encontramos um modo de pensar ingênuo e acrítico, permeado pela ideologia que impede a visão autônoma, gerando uma mentalidade preconceituosa, já que é irrefletida.
Considerando o tema da ideologia em sua relação com a produção da alienação, a Filosofia se realiza como saber desperto, crítico, atento às sutilezas, hábil no diagnóstico de distorções presentes nos discursos e das contradições presentes na sociedade.
Texto extraído do livro FILOSOFIA POR UMA INTELIGÊNCIA DA COMPLEXIDADE
MEIER, Celito


TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL DO BIMESTRE - O RACIONALISMO DE RENÉ DESCARTES

CENTRO EDUCACIOANL 06 – GAMA /DF
PROF: DENYS F. DA COSTA
DISCIPLINA : FILOSOFIA
TEXTO BASE PARA AVALIAÇÃO ORAL DO BIMESTRE
O RACIONALISMO DE RENÉ DESCARTES
René Descartes (1596-1650) é considerado o pai da Filosofia moderna. Em suas obras Discursos do Método e Meditações metafísicas aborda o problema do conhecimento.
Com Descartes, o racionalismo moderno retoma a metodologia empregada pelo racionalismo socrático-platônico, isto é, abordando o mundo sensível, buscando superar as opiniões contrárias e ilusórias em direção à verdade. Assim, o exame do erro, dos nossos preconceitos, suas causas e formas receberão especial atenção.
Para tanto, criticando o modelo de ciência medieval, superando a concepção escolástica de inspiração aristotélica, o projeto filosófico de Descartes consiste na defesa de um novo modelo de ciência, um novo método, seguindo os passos de Copérnico, Kepler e Galileu.
Em linhas gerais, podemos dizer que o programa da Filosofia de Descartes consiste em estabelecer e desenvolver o uso disciplinado da razão livre e autônoma, na busca da verdade do real.
Partindo da racionalidade como atributo humano fundamental, Descartes vincula o erro ao sensível, às percepções e suas linguagens. Para o racionalismo, a percepção sensível é confusa e é fonte de erros, de obscuridade e visões provisórias e particulares.  Ora, a consciência dos erros originados das sensações faz Descartes buscar um método que lhe possibilite chegar a verdades indubitáveis, que resistam a qualquer duvida.
Descartes tem por objetivo, inicialmente, chegar a uma primeira verdade que não possa ser posta em dúvida. Propõe-se encontrar uma certeza básica, imune às dúvidas céticas sobre a possibilidade de ciência em geral. Embora não fosse cético, considerava o ceticismo muito importante, devido as questões que colocava sobre a possibilidade de um conhecimento seguro. Para Descartes, o esforço será em refutar o ceticismo. Para tanto, inicialmente, assume o ceticismo, levando-o às suas últimas consequências. Devido a isso, estabelece a dúvida como seu método. Assim, a argumentação de Descartes começa com a dúvida metódica, mediante a qual coloca em questão todo o conhecimento adquirido da tradição, toda a ciência clássica, todas as opiniões tidas como certas até então.
Na primeira meditação, Descartes estabelece os argumentos para refutar o ceticismo e buscar a verdade que supera qualquer dúvida. No primeiro argumento, contra a ilusão dos sentidos, Descartes inicia o caminho na busca pelo conhecimento verdadeiro. O segundo argumento de Descartes considera a inexistência de um critério seguro para distinguir o sonho da vigilância. Para Descartes, tudo o que acreditamos perceber claramente pode ser apenas expressão de um sonho no qual estamos. Esse segundo argumento, contudo, se apresenta ainda insuficiente, uma vez que a ilusão que ele revela não é propriamente sobre o que percebemos, revela somente a ilusão do nosso tipo de percepção. Em outras palavras, embora a percepção (sonho) não corresponda à realidade, os objetos que percebemos, em suas cores e formas, têm base real.
Levando a dúvida a suas últimas consequências, Descartes estabelece o terceiro argumento: a hipótese de um “gênio maligno”. Nessa hipótese, Descartes afirma que Deus pode ter criado o ser humano de tal forma que ele acreditasse na existência de céu, terra e todas as realidades, sem que elas efetivamente existissem. Assim, essa hipótese supõe que ele poderia ter sido criado não por um deus, mas por um “gênio maligno” que o enganasse sobre a existência das realidades e sobre suas verdades. Esse gênio maligno, sendo um elemento externo todo-poderoso, pode criar no ser humano ilusões. Como, então, ter certeza de algo? Assim, em decorrência, Descartes considera que deve suspender todos os seus juízos sobre todas as coisas, duvidar de tudo. Com essa atitude, Descartes diz que o espírito se preparava contra as armadilhas desse deus enganador.

Na segunda meditação, Descartes retoma o caminho da dúvida buscando a certeza. Descartes chega à seguinte conclusão:
Esta proposição: eu sou, eu existo é necessariamente verdadeira todas as vezes que eu a enuncie ou a conceba em meu espírito.
Nessa dinâmica da dúvida, Descartes rejeitará como falso tudo aquilo que puder receber a sua dúvida. Em busca da certeza evidente, na qual e a partir da qual pretende radicar o seu projeto de reconstrução do sabei; Descartes estabelece a dúvida metódica, a dúvida como modo correto de caminhar. Por isso, é fácil perceber as dimensões hiperbólicas (exageradas) e radicais desse processo de duvidar.
Após se ver mergulhado em dúvidas, nasce a intuição fundamental de Descartes: percebe-se duvidando, com certeza e clareza. E, ao duvidai; encontra-se pensando. A consciência de que está pensando vem expressa no cogito ergo sum: “penso, logo existo”. Uma coisa que pensa, existe, pelo menos enquanto pensa. Descartes encontra, assim, a certeza primeira.
Mas essa certeza primeira do Cogito pode levar ao conhecimento de outras coisas, a outras certezas? Após estabelecer a .evidência do Cogito, Descartes dá um novo passo, afirmando que é possível ter certeza de que existe um ser que pensa (res cogitans). Além disso, nada pode ser afirmado, uma vez que o nosso corpo, sendo algo exterior, pertencendo ao mundo dos objetos, está sempre sujeito à dúvida.
Reconhecendo como certa a existência de ideias, fica ainda a questão da certeza da existência das coisas das quais as ideias procedem. Essa questão permanece, uma vez que a própria mente pode ser a causa do objeto.
Por isso, Descartes procura uma ideia que não possa ser derivada da mente humana. E a conclusão à qual chega é que a ideia de Deus (um ser perfeito) não pode ser causada por um ser imperfeito (o homem),efeito de uma vez que o efeito de uma coisa não pode ser mais do que a sua causa. E essa ideia de Deus é uma ideia inata, que nasce com a pessoa, é “a marca do criador em sua obra”. Ora, isso significa que Deus existe. Dessa forma, com a prova da existência de Deus, Descartes chega à segunda verdade.
Dessa forma, além da res cogitas, ou seja, a coisa pensante, existe também a res extensa, a coisa extensa. Para Descartes, pai do racionalismo moderno, o corpo é uma realidade física e fisiológica, extensa com massa e movimento, e se encontra submetido aos determinismos naturais, e sempre sujeito às dúvidas. Em contrapartida, a mente humana não se encontra submissa às leis físicas. Essa dicotomia acompanhará, doravante, a caminhada da Filosofia e das ciências humanas. E importante perceber que uma das consequências do cogito cartesiano é o dualismo, a dicotomia que se estabelece entre corpo e mente (consciência).
Conforme vimos, o objetivo de Descartes é encontrar um fundamento seguro para o saber. O caminho (método) tem como objetivo fundamental oferecer procedimentos através dos quais o intelecto possa afastar-se tanto dos juízos precipitados quanto das prevenções, ou seja, das opiniões pré-fabricadas a que aderimos acriticamente, nas quais evitamos a responsabilidade de um juízo livre e racional. Dessa forma, a razão deverá constantemente examinar-se a si mesma durante o processo de busca da verdade.
Em sua obra Regras para a direção do espirito, composta de 21 regras, René Descartes descreve o seu método, que ele mesmo sintetiza em seu Discurso do Método, mediante quatro preceitos fundamentais na busca do conhecimento verdadeiro:
1º Jamais acolher alguma coisa como verdadeira sem a conhecê-la como tal;
2.° Dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quantas forem necessárias para melhor  resolvê-las
3.° Ordenar os pensamentos, começando pelos mais simples e fáceis de conhece; para progressivamente ir subindo, degrau por degrau, até o conhecimento mais complexo;
4.° Proceder a constantes e completas enumerações e revisões, para ter a certeza de não haver omitido nada.
Com base nesses preceitos, podemos perceber que a evidência é critério decisivo de verdade para Descartes. Sem a clareza e a distinção, não há verdade racional. Encontrar verdades claras e distintas, ou seja, evidentes, será um trabalho árduo e disciplinado, uma vez que é possível duvidar de tudo, considerando a relatividade e a provisoriedade das opiniões, crenças e dos costumes das pessoas e dos povos.
Assim, o racionalismo parte do pressuposto da existência de uma verdade universal, acessível mediante atividade instrumental, superando as ilusões e os enganos provenientes do âmbito sensível.
Texto extraído do livro FILOSOFIA POR UMA INTELIGÊNCIA DA COMPLEXIDADE

MEIER, Celito

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

texto para seminário sobre adolescência (auto estima)

AUTOESTIMA
CENTRO EDUCACIONAL 06 – GAMA /DF
DISCIPLINA : FILOSOFIA
PROFº : DENYS F. DA COSTA.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
O QUE É AUTOESTIMA
Por outro lado, se perguntamos a alguém:
‘Como você se descreveria?, isto é, “Como você se vê?”, essa pessoa pode responder: “Tenho cabelo escuro, sou jovem, bem alto, sociável, alegre e trabalhador”. Essa descrição corresponderia à imagem mental que a pessoa tem, sem se aprofundar em avaliações, e corresponderia ao autoconceito, isto é, o conceito que o indivíduo tem de si mesmo.
O autoconceito é a representação mental que alguém tem sobre si em um certo momento. Seria uma imagem de si sem adicionar nenhum outro valor. A autoestima, no entanto, seria a dimensão avaliativa daquela representação mental. O julgamento acontece de acordo com um critério, que é a comparação da imagem produzida por alguém ao se ver em situações reais com a imagem ideal que ele gostaria de ter Dessa forma, a pessoa contribui para a formação de sua autoestima. Quanto mais a imagem percebida do indivíduo, em situações reais, for similar à imagem ideal de como ele gostaria de ser, menor é a chance de surgirem problemas com autoestima.
A autoestima pode ser definida como um conjunto de sentimentos, pensamentos e comportamentos que fazem as pessoas acreditarem que vaie a pena se valorizar e amar a si próprias sem a necessidade de depender dos outros.
Poderíamos também defini-la como a maneira que as pessoas se sentem com relação a si mesmas e como elas se valorizam.
                A auto estima é baseada em pensamentos, sentimentos, sensações e experiências pelas quais passamos em nossa vida.
                Essas definições podem ser usadas como um pontapé inicial, mas tentaremos  conhecer coisas mais práticas sobre auto estima ao longo deste livro.  A auto estima é um fenômeno que carregamos conosco por toda a vida , embora talvez não estejamos cientes disso. Seremos capazes de reconhece-la através de nosso sentimento e desempenho geral.
Já dissemos que todos temos autoestima, mas ela não é estável a todo o momento e varia entre as pessoas. Assim, podemos falar, em linhas gerais, sobre dois tipos de autoestima, a alta e a baixa. De acordo com o tipo de autoestima, teríamos pessoas com alta autoestima e pessoas com baixa autoestima. A baixa autoestima é aquela que pode acompanhar as pessoas com problemas tanto no âmbito de sentimentos quanto de comportamento. As pessoas com baixa autoestima desdenham suas qualidades e isso as faz reagirem inadequadamente. Isso pode ser aplicado em duas dimensões: a particular, por exemplo, “Acho que sou um bom jogador de xadrez”, e uma dimensão mais global, como, Acho que sou uma pessoa boa e tenho orgulho das minhas qualidades”,
É importante que nos valorizemos como somos, reconhecendo os aspectos positivos e negativos em nossa maneira de reagir às coisas, já que isso nos protegerá do julgamento dos outros,
1.0. ADOLESCENCIA E AUTOESTIMA
O adolescente pode se sentir feliz ou, como acontece com frequência, se sentir confuso e insatisfeito com as mudanças pelas quais passa. Nesse processo. sua autoestima tem um papel importante. É exatamente nesse período que a autoestima pode ficar mais baixa ou o adolescente pode se sentir mais inseguro. Como resultado, é importante que você se aceite como é, com suas qualidades positivas e seus pequenos defeitos, e gaste o tempo que for preciso até que os novos atributos de seu corpo e de sua personalidade possam estar do jeito que você gosta.
Como a autoestima é construída e estimulada dentro de contextos significativos para o indivíduo (desenvolvimento humano), tais como família, escola e grupos sociais,a melhor maneira de ter os adolescentes vivendo em harmonia e sendo felizes é contar com ambientes onde eles encontrem compreensão e apoio. É necessário promover programas que melhorem os relacionamentos entre professor e aluno, e entre pais e filhos, para que haja melhor convivência entre nossos jovens.
 A auto estima saudável ajuda o adolescente a se tornar um ser humano e também é um sintoma que diz se esse processo ocorre corretamente. É importante que você se valorize como um todo, ou seja, juntar os pequenos complexos ou partes de que você não gosta com o todo e aceitá-las.

2.0. COMO AUTOESTIMA APARECE  NAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES?
As pessoas, do dia em que nascem até se tornarem completamente
autônomas, trilham um caminho que está intimamente ligado aos seus pais ou responsáveis nos primeiros estágios da vicia. Com o tempo, elas se tornarão adultos independentes.
A autoestima nos adolescentes tem grande relevância em várias áreas. As mais importantes são: geral, física, relacionadas à competência acadêmica e intelectual, social, ou relacionada a outras pessoas, e emotiva.
 Se a criação é feita com sucesso, eles passarão de dependentes de seus pais para pessoas que se respeitam, responsáveis e capazes de corresponder às exigências da vida com competência e eficiência.
Há um período crítico ao longo desse caminho, que é quando a identidade da pessoa é formada, e isso ocorre durante a adolescência.
Há momentos em que esse processo é interrompido ou não resulta em nada, então ocorre uma paralisação em um nível específico de maturidade mental ou emocional.
Nos primeiros estágios, os pais seriam responsáveis pela educação dos filhos com relação à autoestima. Mas as crianças crescem em um contexto social, e os relacionamentos com outras pessoas são vitais para seu desenvolvimento e autonomia.
Durante a infância, descobrimos que não somos todos iguais, somos diferentes uns dos outros, e há pessoas que nos aceitam e outras que nos rejeitam. Começamos a criar uma ideia do nosso valor a partir dessas experiências de aceitação e rejeição de outros quando somos jovens.
                Nos primeiros relacionamentos. O filho ou a filha pode sentir uma segurança que permite o surgimento do ego, ou o medo e a instabilidade que dissolvem o ego antes de ficar pronto.
                Nos relacionamento seguinte , podem passar pela experiência de serem aceitos pela experiência de serem aceitos e respeitados ou rejeitados e desprezados. Uma criança pode ter o equilíbrio entre a proteção e  a liberdade, a superproteção que exigem dela a criação de recursos que ainda não tem. Essas e outras experiências contribuem para  o tipo de identidade e autoestima formada ao longo tempo.
Quando atingimos a adolescência, deixamos a dependência familiar, conquistamos a independência e contamos com nossos próprios recursos. De acordo com a autoestima que a pessoa desenvolveu, ela poderá chegar na maturidade sem problemas ou, caso contrário, procurar por caminhos errados e aparentemente fáceis, tais como comportamentos violentos, uso de drogas, etc.
AUTOESTIMA PARA OS ADOLESCENTES
Já vimos como o nível de autoestima influencia a maneira como agimos e pensamos. É essencial para uma atitude adequada e para nossa realização pessoal. É necessário alcançar um nível ótimo de autoestima para não sabermos e para que nosso desenvolvimento não seja impedido.
Sabemos que, nesse processo de formação de auto- estima, acontece um exercício de comparação ou auto- avaliação entre si com os outros, o resulta na aceitação de algumas áreas da vida de um indivíduo e não
No campo do aspecto físico, os adolescentes farão uma série de auto avaliações da sua aparência, suas habilidades e competências, em diferentes tipos de atividade física
autoestima atuará como uma “vacina” para que o sofrimento psicológico causado por críticas, rejeição, falhas, perda, ou quaisquer eventos negativos e estressantes, possam ser minimizados.

Essa avaliação é altamente influenciada pelo sexo da criança, assim como pelas tendências da moda que influem poderosamente a maneira como se vestem ou sua aparência (se têm estatura alta ou baixa, se são atraentes ou feias, etc.).
A confiança em si é aplicada, acima de tudo, aos nossos atos. Ter confiança é pensar que somos capazes de agir apropriadamente em situações importantes.
Um bom nível de confiança em si mesmo evita o medo do desconhecido, da adversidade e do futuro.
A falta de confiança em si não é uma deficiência insuperável na vida das pessoas, mas aquelas que a sustentam tendem a ser vítimas de inibição, hesitações, abandono e falta de perseverança, especialmente em pequenas ações diárias.
Hoje em dia, além da pressão natural exercida entre os adolescentes, há o grande poder da mídia, que impõe modelos próprios de beleza física  e estética. Muitos adolescentes são vítimas dessa pressão em um grau preocupante, e isso os leva a sofrer de distúrbios psicológicos ocasionais. Durante a adolescência, é raro os adolescentes não terem pequenos problemas com sua aparência física, devido a grandes mudanças que ocorrem em seu corpo (puberdade, desenvolvimento das características sexuais externas, fim de 5eV desenvolvimento físico), mas eles são resolvidos com êxito na maioria dos casos. Somente um pequeno número de adolescentes acaba tendo problemas sérios com seu aspecto físico.
Exemplos disso são a anorexia e a bulimia. Há dados que indicam que a autoestima nessas pessoas dependerá do formato do corpo e peso, já que. para elas, essas são as coisas mais importantes. e das se sentem à vontade consigo mesmas dependendo da avaliação que fazem de sua própria aparência física.
Na área de competência escolar ou intelectual, ‘mais especificamente no nível acadêmico, os adolescentes comparam seu desempenho com o de seus melhores amigos, com o resto da classe ou com os colegas que conseguem as melhores notas, Se eles tiverem irmãos, é comum que se comparem com o desempenho deles também.
Com respeito ao campo de relações sociais, a adolescência pode ser o período da vida em que esse tipo de relações tem mais importância. É a época em que fortes laços são estabelecidos com o grupo a qual pertencem.
As relações sexuais e afetivas com o sexo oposto se iniciam e têm grande importância. Nesse tipo de relações, a comunicação interpessoal e a necessidade de ter a aprovação da turma são muito importantes.
3.0. SEJA SEU MELHOR AMIGO
casos e contratempos. Ele nos permite resistir nos momentos ruins e nos recuperar após um fracasso; não evita o sofrimento, mas nos ajuda a conter o desespero.
Amar a si próprio é uma condição essencial para que os outros nos amem. As pessoas que não têm esse amor por si apresentam fracasso e conflitos nas relações pessoais. O amor por si é o constituinte mais profundo e interno da auto- estima.
A percepção de si é a avaliação feita levando-se em conta nossas próprias qualidades e defeitos. É uma percepção subjetiva que determina um tipo específico
de autoestima.
Os três componentes da autoestima que mencionamos —a confiança, a percepção e o amor por si mesmo— em geral mantêm unia correlação importante: o amor por si (respeitar-se independentemente do que aconteça, prestar atenção a suas próprias necessidades e expressões). pois sem dúvida favorece uma percepção positiva de si; (acreditar nas próprias habilidades, projetá-las ao futuro), o que também converge de maneira favorável na confiança em si (agir sem medo excessivo de falhar e do que os outros possam pensar)
•5.0. COMO AUMENTAR A AUTOESTIMA?
O poder pessoal e a autoestima positiva são habilidades que podem ser aprendidas. É frequente os jovens questionarem sua identidade durante a adolescência. Isso ocasionará uma constante reorganização crítica da maneira como eles se gostam, fazendo, assim, a autoestima mudar. Auto estima tem urna influência poderosa na vida dos adolescentes, já que seus pensamentos, sentimentos, auto avaliação, comportamentos e relacionamentos com outros estarão relacionados com sua auto estima. É importante que a auto estima dos adolescentes aumente, pois isso  resultará em reforçarão da adulta.
Para os adolescentes, conseguir uma identidade e se sentir bem consigo são necessidades importantes. Se eles podem satisfazer essas necessidades no seu devido tempo, estarão prontos para acatar responsabilidade na vida adulta. Isso é possível por meio de :
- O conhecimento sólido de recurso, interesses e objetivos  que eles têm,
- Boas soluções pessoais;
- objetivos claros,
- competência pessoal apropriada , tanto casa como na escola ou faculdade.
a auto estima será desenvolvida quando os jovens passarem pelos seguintes aspectos de forma positiva;  Os adolescente precisam estabelecer laços que são importantes para eles e para os outros  ( laços de amizade, coleguismo, laços familiares, esportivos e afetivos, etc.)
_ Singularidade. Resultado do conhecimento e respeito que os adolescentes sentem por qualidades e atribuídos que os tornam  especiais ou diferentes, sustentados pelo respeitos e a provação dados pelos outros.
- poder. consequência da disponibilidade da mídia , oportunidade e habilidades nos adolescentes que modificam as circunstancias de sua vida significante.
- Modelos. Pontos de referencia que dão , aos adolescentes, exemplos humanos , filosóficos e práticos apropriados e adequados para que possam estabelecer um conjunto de valores . seus ideais e maneiras próprias.
Os adolescentes terão de se aceitar, admitir seus próprios defeitos, erros e limitações e estar cientes de sua realidade pessoal. É também importante apreciarem suas qualidades e as conquistas de que podem se orgulhar Eles têm de se valorizar para não terem a necessidade de que outros os apoiem ou fortaleçam de vez em quando. Ao mesmo tempo, o reconhecimento de seus aspectos negativos não pode envolver uma atitude passiva como se fossem insuperáveis. Pelo contrário, seria o primeiro passo para traçar um plano a fim de superar os obstáculos que nos impedem de sermos felizes conosco.



TEXTO RETIRADO DA COLEÇÃO APRENDENDO A VIVER
AUTORA : Mª Carmem Lorenzo Pontevedra
Edição -2008 , ED. CIRANDA CULTURAL


terça-feira, 20 de outubro de 2015

EXERCÍCIO DE RECUPERAÇÃO 02

CENTRO EDUCACIONAL 06 – GAMA /DF
PROF°: Denys Ferreira da Costa
DISCIPLINA: FILOSOFIA                                      EXERCÍCIO DE RECUPERAÇÃO 02
NOME: _____________________________________________________________Nº________
PARTE 01 - OBJETIVA


A)     FoI Aristóteles que definiu o homem como  um bípede não plumante.
B)      Para Platão o homem não é um ser determinado.
C)      Aristóteles observa que o homem é um ser político por morar na Pólis.
D)      O homem é um ser social, por conveniência
E)      Aristóteles considera o homem como um ser político, por morar na polis ( cidade).
F)      ) O homem é um ser social, por conveniência
G)     A mais tradicional definição sobre o homem, é o lobo do homem.
H)     O ser humano enquanto animal é frágil diante das intemperes  que a natureza oferece. Por isso ele utiliza de subterfúgios para driblara-la.
I)        Por mais que o homem tente se adaptar a natureza ele não consegue domina-la a seu favor.
J)       O grande diferencial do homem em relação aos outros seres vivos é que ele tem a consciência de sua existência. Essa condição o torna um ser impar pois percebe a sua fragilidade diante da natureza e da vida.
K)      Umas de suas definições é que o mito explica o inexplicável.
L)     A mitologia é anterior a filosofia.
M)   A mitologia é posterior ao surgimento da filosofia
N)      Todo mito é dogmático.
O)     A mitologia não esta relacionada com elementos da natureza e relacionados a sentimentos.
P)      São exemplos de uma mitologia brasileira : Édipo ,Narciso e Cupido.
Q)     A estrutura do mito se mantem até hoje, prova é a idolatria a determinadas personalidades que se destacam de forma globalizada como por exemplo a cantora Lady gaga.
R)      Uma das características da mitologia é o fato de explicar emoções e sentimentos, criando representações para tal fato, como por exemplo a Deusa Afrodite que representa o amor
S)      Na mitologia Hermes era representado por um menino loiro, de cabelos encaracolados com um par de asas  e que portava um arco e flecha que utilizava para apaixonar os mortais.
T)      O mito só existiu na Grécia.
Parte 02 – subjetiva.
1)       O mito de Édipo ,que inicia-se com a maldição sobre Laio e termina com a morte de Jocasta e a descoberta da sua tragédia pessoal. O assassinato de seu pai por ele e o seu casamento com sua própria mãe. Cumprindo o destino de sua maldição. Assim ,a partir de seus conhecimentos a priore (anteriores ) ,teça um comentário relacionando a questão mitológica com a ação humana.
                                                                                    ( 5 linhas)
2)       O homem sempre foi um ser observador da natureza e seus fenômenos sempre chamaram a sua atenção. Através de uma tentativa de explicar esses fenômenos naturais ,o homem começa a elaborar lendas que originaram alguns mitos. Assim a partir de seus conhecimentos e o que foi discutido em aula de um conceito sobre mito.
( 4 linhas)


3)       Ainda sobre o Mito:

A)           “...  O mito não se define pelo objeto da sua mensagem ,mas pela maneira como o profere...”
B)           “...Todo mito é uma fala ,mas podemos considerar que toda fala é um mito...”
C)           “... O mito é um modo de significação ,uma forma que será necessária impor a esta forma ,limites históricos e condições de funcionamento...”
Escolha duas afirmações e teça um comentario.

4)       Leia o texto
Você deve estar acostumado a ser visto pelos adultos como um “incômodo” “. E isso não deixa de ser verdade. O adolescente passa por uma verdadeira revolução em sua vida,é uma pessoa em movimento ,seu corpo se transforma ,suas ideias se transformam ,seus sentimentos se transforma...Muitos dos que são mais velhos já estão acomodados na vida ,e não desejam  - na maioria das vezes – mudanças que perturbem sua situação. sua situação . E é por isso que o jovem incomoda . Ele representa o novo ,que traz em si o antigo do mundo “pronto”em que nasce lutando contra o velho que já passou por esse processo de ser o novo. O jovem é a força do movimento reagindo contra toda a acomodação e, portanto , “incomoda “ os acomodados  - que se esquecem de que já passaram por isso”.

               A partir do texto responda as questões abaixo:
A ) Destaque do texto os pontos em comum entre o jovem e a filosofia


B) O incômodo é uma característica comum da filosofia e da juventude . A partir dessa análise ,elabore um comentário ,questionando o porque a filosofia torna-se um incômodo.

ENTREGA : 13/11/2015